segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Artigo

FOGO AMIGO RÁ TÁ TÁ TÁ...!

POR MILTON ATANAZIO

No jargão militar, a frase fogo amigo é utilizada no que tange a aspectos de ataques aliado a aliado, ou inimigo a inimigo.
Tal expressão eufêmica ganhou maior reconhecimento, pois nas guerras atuais, em que não existe tanto contato físico com o inimigo, a simples suposição de um alvo faz com que o soldado queira abate-lo, antes que o inimigo o faça. Isso é a grande causa de vítimas aliadas em guerras.
Voltemos à nossa realidade civil e nos coloquemos há 13 dias da data marcada para depositar o voto e cumprir o dever cívico de escolher um candidato, para ser o futuro presidente do Brasil.
Estamos no segundo turno e a exemplo do capitão reformado Bolsonaro, o fogo amigo também atinge a campanha do representante de Lula, o petista Haddad.
Do lado do candidato do PSL, o protagonismo inicial foi do Guru econômico do presidenciável, Paulo Guedes, que defendeu, dias atrás, a recriação de impostos nos moldes da CPMF. A resposta de Bolsonaro foi imediata, em vídeo postado nas redes sociais garantindo que, se eleito, não iria aumentar impostos.

Em seguida, mais uma – O sincericídio do general Mourão, que é candidato a vice na chapa do PSL, pregou mais uma peça, quando falava para uma plateia em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul sobre subdesenvolvimento do País e da América Latina. Tirou uma pérola da ostra e cometeu o primeiro sincericídio da temporada. Afirmando que o Brasil herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos.

A fala do general foi criticada pelo presidenciável Guilherme Boulos, do PSOL, que também disputava uma vaga no segundo turno. Na ocasião, o candidato do PSOL, afirmou que “Bolsonaro e Mourão se merecem. Quando o preconceito se junta com a estupidez o resultado é esse”, criticou nas redes sociais.

Já Bolsonaro se desvencilhou da declaração de seu vice. Ele que explique para vocês, se é que ele falou. Eu não tenho nada a ver com isso, disse na ocasião.

Novamente o vice – Agora, em um compromisso de campanha, na cidade gaúcha de Uruguaiana, numa palestra para lojistas o mesmo general Mourão, tirou outra pérola da ostra e cometeu o seu segundo sincericídio Desta feita, classificando o décimo-terceiro e as férias como “jabuticabas brasileiras”. Falou para a plateia “Temos algumas jabuticabas que a gente sabe que é uma mochila nas costas de todo empresário. Jabuticabas brasileiras: 13º Salário. Se a gente arrecada 12 [meses], como é que nós pagamos 13º? É complicado. E é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais. São coisas nossas, a legislação que está aí, é sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo.

Com a polêmica acesa, Bolsonaro correu às redes sociais para borrifar saliva nas labaredas: ''O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição) , escreveu o capitão, antes de chutar a canela do seu vice: Criticá-lo, além de uma ofensa a quem trabalha (sic), confessa desconhecer a Constituição''.

No outro Front, o estrago não é pequeno para o Lulopetista Haddad, que vem assistindo à divulgação dos resultados das pesquisas eleitorais de segundo turno, minguarem ladeira abaixo, principalmente em São Paulo, sua cidade natal.

A campanha do petista também sofre com declarações polêmicas de membros do partido. Gleisi Hoffman, presidente do partido e agora, após o primeiro turno, eleita deputada federal, pelo Estado do Paraná, fez declaração controversa e defende o indulto para Lula após eventual vitória de Haddad.

O ex-ministro José Dirceu disse em entrevista ao jornal El País que era questão de tempo para o PT tomar o poder. Dois dias depois, em outra entrevista polêmica, o ex-ministro petista defendeu a retirada de poderes do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal (STF). Dirigentes do partido repreenderam o ex-ministro e o próprio Haddad rebateu. “Dirceu não participa da minha campanha nem participará do meu governo. Eu discordo dele”, contesta.

Outro tema que pode ter influenciado negativamente a campanha seria a convocação de uma Constituinte, incluída na campanha petista e que foi criticada pelo candidato do PDT, Ciro Gomes. Ele criticou Haddad durante o último debate na TV, no primeiro turno, afirmando que não é prerrogativa do presidente da República convocar Constituinte. Haddad já voltou atrás e mudou o discurso.

Agora no segundo turno, Boulos pede voto para Haddad. E vem aprontando mais uma. Em recente manifestação do MTST, na Avenida Paulista, no dia 10 de outubro, incitou a invasão à casa de Bolsonaro. Em ato na avenida Paulista, o líder do MTST disse que “o movimento ocupa terrenos improdutivos e a casa do Bolsonaro não parece muito produtiva, afirma. Fogo amigo para Haddad.

Sentimos no ar, que não vão parar por aí. Nos dois fronts, o fogo amigo vai continuar.

Que chegue logo o dia 28 de outubro!


*Milton Atanazio é jornalista, comunicador, árbitro judicial, consultor diplomático, cônsul honorário da Bielorrússia, editor da Revista VOX e Publisher da BrazilianNEWS www.foconapolitica.com

quarta-feira, 10 de outubro de 2018




Artigo

A RESSACA DO PRIMEIRO TURNO

POR MILTON ATANAZIO


O sentimento antipolítico, que repudia a maneira como a política é feita, ''contra tudo o que está aí'', cresceu de forma surpreendente no Brasil desde 2013 e tem o potencial de ser um fator decisivo nessas eleições, criando um caminho (no mínimo) turbulento para o país.


O resultado da disputa polarizada, entre dois extremos, em que a moderação foi escanteada do debate, deve levar a uma grande transformação do sistema político, construído no país desde o fim da ditadura.

No curto prazo, vai ser difícil alcançar a estabilidade necessária para o país tentar ser levado a sério no resto do planeta, haja visto a cobertura dos veículos de comunicação, mundo afora, dando publicidade negativa ao país.

Jair Bolsonaro tem grandes chances de ser eleito presidente — levado não apenas pelo tradicional antipetismo, mas em grande parte por ele simbolizar esse sentimento ''contra todos'' e estar conseguindo levar esta mensagem aos eleitores, numa campanha que acontece na arena virtual, com suas particularidades e Fake News, acompanhados por um exército de seguidores, diga-se de passagem, dos dois lados.
O sentimento da sociedade brasileira fica bem claro, quando se percebe que a sociedade não quer mais saber de tanta corrupção. É contra a violência e o tema segurança ganha destaque. O eleitor está decepcionado, escaldado, e descrente da classe política.

A sociedade percebeu que as velhas práticas políticas, do “toma lá dá cá”, do “coronelismo” tem seus dias contados. Novas lideranças e novos pensamentos, chegam com os novos parlamentares.

O índice de renovação do Senado da República chega a 85%. Na Câmara Federal a renovação é de 47,3% e chegam à Casa do Povo 243 deputados novos.

Essa mudança poderia ter sido muito maior, não fossem os fundos partidário e eleitoral beneficiando as velhas raposas. Na verdade, essas mesmas raposas tinham preparado terreno para que houvesse pequena renovação, ou nenhuma, voltando todos. Mas o povo não é burro, percebeu as manobras e está dando o troco e o resultado aí está.

Figuras como Dilma Rousseff, o Clã Sarney no Maranhão, Eunício Oliveira no Ceará, Waldir Raupp em Rondônia, Roberto Requião no Paraná, Lindberg Farias e César Maia no Rio de Janeiro, Eduardo Suplicy em São Paulo, Cristovam Buarque no Distrito Federal e Cássio Cunha Lima na Paraíba, entre tantos outros, não mais estarão entre nós quando iniciar essa legislatura que começa a trabalhar em fevereiro, uma vez que não conseguiram se eleger. Novos protagonistas chegarão para compor o parlamento nacional e esperamos com força e coragem para mudanças, com novas idéias e novas práticas legislativas.

A derrota fragorosa das posições de centro, fez com que sobrassem dois extremos ideológicos, Bolsonaro e o PT.

O PT se quiser ter alguma chance de sucesso eleitoral, primeiro terá de tirar a máscara de seu candidato, pois até agora ele verbaliza ser o representante de Lula. E isso não vai dar certo. Terá de fazer algum aceno às posições de centro para que possa ganhar adeptos e mais eleitores. Haddad não tem luz própria e no máximo é o representante de Lula, aqui fora, uma vez que o representado é inquilino do sistema carcerário em Curitiba, cumprindo pena de 12 anos e um mês.

Algumas indagações ainda permanecem sem respostas dos dois lados, em consequência da onda de Fake News e o fogo amigo dos candidatos, protagonizados pelo General Mourão, o Guru da Economia Paulo Guedes, José Dirceu, Manuela D’ávila e Gleise Hoffmann.

Com a palavra os dois candidatos, pois a sociedade brasileira quer um novo país, uma nova forma de fazer política, resgatando o parlamento, sem “toma-lá-dá-cá”. Inaugurando uma cultura de união nacional, sem nós e eles.

Necessitamos fazer este país crescer, com empregos, com segurança, com saúde, com educação, com uma economia pujante e forte e principalmente com brasileiros e brasileiras unidos e em paz.

*Milton Atanazio é jornalista, comunicador, árbitro judicial, consultor diplomático, cônsul honorário da Bielorrússia, editor da Revista VOX e Publisher da BrazilianNEWS






quarta-feira, 3 de outubro de 2018


Artigo

ESTÁ CHEGANDO O FIM DA POLÍTICA TRADICIONAL DO PAÍS

Por Milton Atanazio


A cada quatro anos o brasileiro, por força da legislação, é obrigado a participar de eleições, que são realizadas através do voto direto, secreto e obrigatório. Em outubro vão às urnas.

Corre o risco de se tornar a próxima democracia a cair na onda populista que vem varrendo o planeta. Pode parecer estranho, mas existe a real possibilidade de que possa eleger um presidente que atacou abertamente os direitos de homossexuais, mulheres e afro-brasileiros e que foi um apologista para ditadura militar e tortura, mesmo sendo uma das democracias mais inclusivas do mundo em desenvolvimento.

No entanto, esta subida do candidato líder nas pesquisas pode ter uma explicação – O desencanto dos brasileiros pelo modelo atual, que está em pleno declínio, desde a transição da ditadura militar na década de 1980. Chegou ao limite e indica a necessidade de transformação urgente do sistema político do país. O brasileiro está desencantado e fatigado. O país vive numa crise ética e moral desde Collor. É indignante. Mensalão petista, tucano, Lava Jato, etc.

O sistema atual dá mostras que não funciona e é coroado pela corrupção dos políticos, acrescentado pela sensação de impunidade e insegurança. O sentimento popular é que uma transformação mais ampla na política brasileira está em andamento. Precisa chegar, e logo.

O sentimento de insatisfação e tristeza dos eleitores com os problemas do sistema político é intenso. Os brasileiros querem romper com tudo que está aí. Os eleitores estão dispostos a qualquer risco para quebrar este sistema marcado pela corrupção.

Independente da polarização e do discurso controverso do candidato Bolsonaro, ele conseguiu convencer muitos eleitores de que ele não faz parte desse sistema político que não funciona e inovou ao fazer campanha sem seguir a tradição dos grandes partidos nacionais. Faz baseado no uso pesado das mídias sociais e no trabalho de base para se promover como um outsider desse sistema.

Apesar do capitão reformado ter um histórico sem destaque durante quase três décadas na Câmara, ele é ajudado pelo fato de que não foi envolvido pela Operação Lava Jato e que construiu uma campanha inovadora.

O Brasil parece estar se encaminhando para mais uma década perdida, mas, com as reformas certas, o país pode construir um sistema político mais transparente que entregue um governo eficiente a seus cidadãos.

Vamos aguardar, torcer e participar. Afinal brasileiro: profissão esperança.


*Milton Atanazio é jornalista, comunicador, árbitro judicial, consultor diplomático, cônsul honorário da Bielorrússia, editor da Revista VOX e Publisher da BrazilianNEWS

segunda-feira, 1 de outubro de 2018


Artigo

O SINCERICÍDIO DO GENERAL



Por Milton Atanazio

Falar a verdade para alguém, 
quando não deveria

 “Quem tem amigo assim não precisa de inimigos”.

Essa frase emblemática é um dito popular muito   falado no Brasil. Casa como uma luva, com o que está acontecendo atualmente nas hostes da campanha de Bolsonaro, enquanto o candidato do PSL se recupera fisicamente e aguarda a alta hospitalar, no Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.

Os dias e as noites não estão sendo fáceis para o presidenciável, que lidera as pesquisas de opiniões. O desconforto além da saúde é na campanha. Tem de administrar o “Fogo amigo” dos companheiros, da melhor forma que pode ser ouvido – pelo twitter e rede sociais e ainda manter sua campanha em alta abastecendo a militância.

No mês passado, mais precisamente no dia 6, em um evento em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, quando falava do subdesenvolvimento do País e da América Latina, o general Mourão, que é candidato a vice na chapa de Bolsonaro, tirou uma pérola da ostra e cometeu o primeiro sincericídio da temporada. Afirmando que o Brasil herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos.

A fala do general foi criticada pelos presidenciáveis, como natural. O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, afirmou que Bolsonaro e Mourão “se merecem”. “Quando o preconceito se junta com a estupidez o resultado é esse”, criticou nas redes sociais.

Já Bolsonaro se desvencilhou da declaração de seu vice. “Ele que explique para vocês, se é que ele falou. Eu não tenho nada a ver com isso”, disse. 

Agora, no seu último compromisso de campanha, na cidade gaúcha de Uruguaiana, numa palestra para lojistas o mesmo general Mourão, tirou outra pérola da ostra e cometeu o seu segundo sincericídio – Desta feita, classificando o décimo-terceiro e as férias como “jabuticabas brasileiras”. Falou para a plateia “Temos algumas jabuticabas que a gente sabe que é uma mochila nas costas de todo empresário. Jabuticabas brasileiras: 13º Salário. Se a gente arrecada 12 [meses], como é que nós pagamos 13º? É complicado. E é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais. São coisas nossas, a legislação que está aí, é sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo”.

Com a polêmica acesa, Bolsonaro correu às redes sociais para borrifar saliva nas labaredas: ''O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição) ”, escreveu o capitão, antes de chutar a canela do seu vice: “Criticá-lo, além de uma ofensa à quem trabalha (sic), confessa desconhecer a Constituição''.

E para não ficar apenas no general Mourão, o Guru econômico do presidenciável, Paulo Guedes, defendeu, dias atrás, a recriação de impostos nos moldes da CPMF. Bolsonaro e seus aliados apressaram-se em tentar explicar a proposta do Guru, nas redes sociais, desautorizando-o e dizendo que sua equipe econômica trabalhava para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações.

De resto é esperar a próxima pérola, ou outro sincericídio. Haja coração.
Será mesmo, que a carreira do capitão foi no Exército? O que me parece é que sua formação foi nos Bombeiros!

Haja fogo, amigo.



*Milton Atanazio é jornalista, comunicador, árbitro judicial, consultor diplomático, cônsul honorário da Bielorrússia, editor da Revista VOX e Publisher da BrazilianNEWS


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E AGORA JOSÉ ?

Por Milton Atanazio*








A mais decisiva eleição da história da República está chegando e a proximidade coloca o eleitor brasileiro diante de uma encruzilhada.

Se por um lado temos um oceano de indecisos que torna impossível antecipar o desfecho destas eleições. Por outro, não resta a menor dúvida: apenas um desses caminhos irá selar o seu destino pelos próximos anos.

— Ou o país retoma as rédeas do crescimento, com a aprovação das reformas estruturais necessárias para resgatar a economia do limbo;

— Ou retrocede à antiga matriz populista, responsável pelas atuais mazelas como desemprego, inflação, falência da indústria e total desajuste nas contas públicas.

Às vésperas da reeleição de Dilma Rousseff, em outubro de 2014, as verdadeiras intenções da ex-presidente não eram plenamente conhecidas e o resultado foi catastrófico.

O que Dilma prometeu em outubro de 2014, bem lembrados pelo O Antagonista e Crusoé, impactou a economia até o impeachment. Promessas como baixar a conta de luz, retomada do crescimento, controle da inflação, não elevar juros e geração de empregos foi para o “beleléu”, ou seja escafedeu-se. O que tivemos foi apagão e tarifaço; o PIB que despencou e chegou a 3,85% negativos; a inflação que saltou de 6,40% para 10,67%; a  Selic que chegou a 14,25% e a taxa de desemprego que cresceu 90%.

Economia não admite experiências de laboratório e as consequências podem se estender por gerações. A volta à matriz populista é hoje uma possibilidade real que coloca em xeque os planos que você tem para si e para sua família daqui pra frente.

Teremos duas pesquisas importantes nesta semana, mas por enquanto o quadro é este, neste primeiro turno:

Está havendo um duelo entre Bolsonaro e Hadad, que pretendem manter esta polaridade e partir para o tudo ou nada do segundo turno. Não se sabe o que pode acontecer.

O Ciro poderá entrar nesta dança e o Alkimin precisará de uma ação muito forte ou um fato novo, para participar efetivamente do jogo, que mude o rumo deste primeiro turno em 07 de outubro de 2018.

Conversas e apoios são disputados ferrenhamente entre todos. O que assistimos são os candidatos criticarem o que fez o governo Temer, como Ciro, Alkimin, Meireles etc. Apresentam propostas claramente por oposição ao que está aí. Oposição ao Temer. E isso já não faz diferença. A "Inês é morta". Outubro está aí mesmo e você amigo leitor e eleitor, terá que escolher o melhor para o Brasil.

Eu sei que não é esse futuro que você quer para sua família e não quero para a minha também.


*Milton Atanazio é jornalista, comunicador, árbitro judicial, consultor diplomático, cônsul honorário da Bielorrússia, editor da Revista VOX e Publisher da BrazilianNEWS